A ABRAPA – Associação Brasileira de Familiares, amigos e portadores de A depressão não é uma doença nova, embora esteja recebendo maior atenção e sendo considerada uma epidemia pela Organização Mundial de Saúde. Desde o início do século XX a doença começou a ser vista como ela é e não como sinônimo de tristezas, angustias ou outros sentimentos. Neste mesmo período ela começou a ser tratada com antidepressivos, que no começo, eram também os mesmos medicamentos que atendiam alergias e a tuberculose. Entre experiências positivas e negativas, medicamentos mais eficazes foram surgindo, enquanto a própria doença avançou nas últimas décadas. Seguindo estimativas, em poucos anos a depressão poderá ser a maior causa de incapacitação do mundo, sendo seus medicamentos os mais prescritos e consumidos.
Como detectar a depressão
A melancolia já foi sinônimo de depressão bem antes no século passado. Foi Hipócrates quem direcionou seu significado e Aristóteles a definindo de forma mais romantizada e bucólica. Na Idade Média ela foi considerada como uma espécie de inércia, que levava o paciente a cometer pecados. A doença pode atingir qualquer pessoa, de todas as idades, classes sociais e etnias, inclusive atingiu personalidades como Van Gogh, Abraham Lincoln e Marilyn Monroe. No século XIX a doença ganhou status, ao atingir artistas e poetas por descrever tristezas profundas. Só passou mesmo a ser vista como uma doença séria e que precisa ser tratada adequadamente no século XXI, com índices graves de aumento pelo estilo de vida definido pela sociedade moderna. Silenciosa, muitas vezes seus sintomas são camuflados por outros sentimentos e deduções, até que ela cresce e pode tornar o paciente incapacitado para o trabalho, estudos e vida social. É preciso atenção com os sinais iniciais da doença, para realizar o tratamento o mais cedo possível e conseguir atingir melhores resultados. Listamos abaixo 4 sinais da depressão, observando sempre a continuidade dos sintomas:1 – Tristeza
É comum confundir uma pessoa muito triste com depressão e vice versa. Na verdade, o sentimento de tristeza faz parte da depressão, sem justificativas para que ele surja. O paciente se sente pessimista, sem ânimo e com sentimento de culpa por qualquer circunstância negativa que possa ocorrer.2 – Dor
O paciente depressivo sente dores em várias partes do corpo, sem uma causa específica. Em especial a cabeça, pernas, costas e estômago.3 –Mudança no sono e na alimentação
O depressivo tem dificuldade de dormir e pode ter situações de insônia, que alimentam ainda mais a dor de cabeça e a sensação de cansaço. Mas é possível também que ele tenha muito mais sono que o normal e não se sinta com forças para levantar. A depressão também influencia a alimentação, diminuindo o prazer de comer.4 – Desânimo
O paciente com depressão apresenta desânimo constante que provoca desinteresse em atividades que antes lhe dava prazer. Com o avanço da doença, o paciente sente dificuldades em realizar atividades cotidianas como tomar banho, caminhar e trabalhar. Quer saber mais? Clique no banner!Transtornos Afetivos indica que hoje, no Brasil, há por volta de 2 milhões de pessoas sofrendo com transtorno bipolar.É um distúrbio psiquiátrico que afeta mais jovens entre 20 e 35 anos. Sua manifestação pode se dá de forma leve ou agressiva. Quando não tratado imediatamente após o diagnóstico, esse transtorno interfere negativamente em diferentes área da vida do portador.
O Transtorno Bipolar se caracteriza por alterações no comportamento de forma tal que a pessoa passa a ter reações exageradas sobre determinadas circunstâncias, afetando o convívio social e trazendo muitas dúvidas para quem convive com o problema.
Dessa forma, não é atoa a quantidade de mitos envolvendo a doença. Continue a leitura do texto e saiba mais sobre esse assunto.
O que é transtorno bipolar?
Esse é um distúrbio psiquiátrico que causa alternância súbita de humor e comportamento. O paciente diagnosticado é instável e oscila entre a depressão e o comportamento eufórico, conhecido como mania e hipermania.
A depressão é marcada por episódios de desânimo, frustração intensa, isolamento social e constante pensamentos negativos, como morte.
Durante a euforia, é comum alucinações, fala e pensamentos acelerados, libido exacerbada, energia exaltada e sensação de grandiosidade.
Classificação do transtorno bipolar
- Tipo I – Esse é o tipo mais alarmante do transtorno, pois seus efeitos são mais acentuados. Se caracteriza por intervalos de euforia maiores e de depressão mais curtos. Porém, os sintomas depressivos são mais intensos e perigosos nesse quadro.
- Tipo II – Esse grupo desenvolve sintomas eufóricos mais tranquilos e por menos tempo. Além disso, passam por períodos depressivos mais longos.
Conheça alguns mitos e verdades
Portadores do transtorno bipolar conseguem ter vida normal.
VERDADE – É sabido que existe uma dificuldade maior para estabelecer e seguir rotinas entre a maioria dos pacientes psiquiátricos. Entretanto, com acompanhamento médico adequado, ajuda dos familiares e tratamento, os portadores do TB podem ter uma vida tranquila e feliz, trabalhando e convivendo normalmente em sociedade.
A família é essencial no tratamento
VERDADE – A interação social do paciente é um dos principais gatilhos para os sintomas da doença. Dessa forma, não só a família, mas também amigos e cuidadores são imprescindíveis para estimular a melhora e a adesão ao tratamento. São importantes também para ajudar contra o preconceito que envolve a doença.
Nos episódios de euforia a pessoa se encontra positiva e alegre.
MITO – O humor nesse caso, se manifesta de maneira exaltada, podendo ser tanto expansivo como irritável. As características desse quadro envolvem também agressividade e hostilidade.
Portadores do transtorno bipolar conseguem ter vida normal
VERDADE – É sabido que existe uma dificuldade maior para estabelecer e seguir rotinas entre a maioria dos pacientes psiquiátricos. Entretanto, com acompanhamento médico adequado, ajuda dos familiares e tratamento, os portadores do TB podem ter uma vida tranquila e feliz, trabalhando e convivendo normalmente em sociedade.
Não existe cura para o transtorno.
VERDADE – Pacientes de transtorno bipolar precisam conviver com a doença por toda a vida. Porém, hoje, tanto os medicamentos quanto as terapias avançaram muito para dar resultado ao tratamento. Ao seguir as orientações médicas corretamente, o transtorno pode ser controlado de forma segura para que a pessoa tenha excelente qualidade de vida.
Psicoterapia não resolve.
MITO – O acompanhamento psicoterápico é essencial para o entendimento do paciente em relação à doença. As técnicas utilizadas no tratamento tem eficácia científica comprovada e é possível atestar a melhora em algum tempo. Porém, também é essencial que o paciente receba o tratamento medicamentoso.
Grávidas não podem receber tratamento medicamentoso
MITO – Desde que devidamente orientadas pelo psiquiatra e obstetra, e consentimento da família, a paciente com transtorno bipolar que engravidar poderá continuar com o uso de medicamentos.
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